Café com..., Games

Minha relação com Dark Souls

4 de junho de 2017
Dark Souls

Dark Souls: um jogo com uma grande curva de aprendizado e com uma linha tênue entre o amor e o ódio!

Fala meus amigos! Como puderam perceber (ou não), estamos sem postar há um bom tempo, a Mari já havia lhes contado o motivo nesse post aqui, então não adentrarei no assunto. Enfim, entre uma obrigação e outra, tiramos um tempinho para praticar nossos hobbies, e hoje quero lhes trazer um pouco da experiência que tive jogando o primeiro Dark Souls, um jogo que consegui zerar na terceira tentativa e 3 anos após ter jogado pela primeira vez.

Acredito, e partirei do pressuposto de que, se você abriu esse post, sabe do que se trata Dark Souls, então vamos pular as apresentações e de cara lhes afirmo: Sim! Era tudo verdade… morrer para os inimigos mais fracos do jogo. Morrer a todo o momento. Cair facilmente em precipícios. Acionar armadilhas. Ficar horas tentando passar do mesmo boss. Dar rage quit no jogo. Pegar curse e não saber o que fazer… são várias as “cagadas” que podem acontecer em Dark Souls e te deixar puto da cara.

Frustração e desgosto

Bem, tudo começou em junho de 2014, quando deram Dark Souls na Game With Gold da Xbox Live. Comecei a jogar e de cara percebi que era um jogo com mecânica diferenciada de outros jogos. Minha primeira surpresa foi quando entrei em uma área e pulou o fucking Asylum Demon na minha frente. Morri algumas vezes até entender que eu poderia fugir pela porta lateral. Detalhe: isso ainda era o tutorial.

Asylum Demon Dark Souls

A saga continuou, peguei curse daqueles malditos bichos nos esgotos e não sabia o que fazer para tirar (curse no Dark Souls diminui seu HP máximo pela metade). Com isso, tive que matar a porra do boss Gaping Demon sem levar nenhum hit. Depois de passar o Gaping Demon, descobri como me livrar da curse e segui para o próximo mapa: Blighttown, simplesmente o mapa mais fdp do jogo. Ogros que matam com dois hits, monstros com dardos envenenados que dão poison e tiram vida gradativamente, várias armadilhas que fazem cair no precipício e quando você achava que estava acabando, aparecem cachorros do inferno cuspindo fogo.

Ainda em Blighttown, eis que aparece outro boss: Chaos Witch Queelag: um boss metade mulher, metade aranha, que cospe fogo e solta lava no campo de batalha… simplesmente perfeito, só que não. De tanto morrer para ela, minha drake sword quebra e o espertão aqui não sabia que era necessário reparar equipamento. Pronto, fim de jogo. Larguei de mão!

Criei outro char. Agora estava um pouco mais experiente e não sofri tanto no início, já sabia para onde ir, como ir, o que fazer e quais os cuidados tomar. Passei da Chaos Witch Queelag e toquei o segundo sino do jogo, abrindo passagem para Sen’s Fortress. Um mapa com monstros de corpo humano e cabeça de cobra. Simplesmente uma bosta. Para completar, havia passagens elevadas estreitas… com inimigos em cima… e com malditas armadilhas para lhe derrubar. Quando achava que estava dominando o mapa, cheguei em uma área onde havia bolas de pedra rolando nos corredores, no estilo daqueles games de plataforma. Fui noob e fraco, parei de jogar pela segunda vez por não ter encontrado a saída do local.

A jornada

Três anos se passam, por 2 dias fiquei tentado a dar mais uma última chance ao Dark Souls. Lembrei de tudo que já havia passado nas jogadas anteriores, lembrei da angústia, da raiva que passei, assisti à alguns gameplays e, por questão de honra, resolvi zerar o jogo. A jornada começou dia 10 de maio de 2017. De cara peguei a Gravelord Sword, entrando na Covenant do Gravelord Nito e farmei souls para upar e conseguir os stats necessários para poder utilizá-la. Matei o Havel facilmente, na torre do Taurus Demon. Tudo parecia estar se encaminhando perfeitamente, tudo parecia promissor. Eu estava começando a gostar fortemente do jogo.

Blighttown foi mel na chupeta. Rodei o mapa todo para pegar todos os itens. Matei a Chaos Witch Queelag facilmente na primeira tentativa, passei por Sen’s Fortress, onde havia empacado no walkthrough anterior e cheguei a Anor Londo. Sofri um pouco para matar o Dragon Slayer Ornstein e Executioner Smough (ou, carinhosamente chamado pelos fãs de Dark Souls: Pikachu e Snorlax haha). Claro, porque nada mais sensato que te colocar lutar contra dois bosses ao mesmo tempo.

Ornstein Smough Dark Souls

Após matá-los e pegar o Lord Vassel com a ilusão de Gwynevere, filha de Gwyn, e entrega-lo ao Kingseeker Frampt em Firelink Shrine, começo a caçada para pegar a alma dos quatro Lords: Seath, Four Kings, Bed of Chaos e Gravelord Nito. Peguei as quatro almas e pus no Lord Vassel, porém antes de ir enfrentar o último boss, Gwyn Lord of Cinder, rodei por todo o mapa novamente, fazendo tudo que havia deixado para depois. Peguei itens que não havia pego, matei alguns bosses “secretos” que havia deixado passar e dei upgrade em algumas armas. Já estava dominando o jogo, o vicio já estava grande e minha relação com Dark Souls havia passado de ódio para amor hahaha.

Nesse meio tempo, já havia encomendado o Dark Souls 2, que chegou antes de eu zerar o primeiro, então resolvo enfrentar logo o Gwyn e acabar com o jogo, para poder iniciar o segundo. Tenho que dizer que fiquei surpreso e levemente decepcionado com a facilidade com que é possível matar O ÚLTIMO BOSS DE DARK SOULS. A tática foi bloquear o primeiro ataque do seu combo e dar parry no segundo, stunando o boss e tornando possível dar um ataque crítico. Foram 6 sequências de parry + crítico, até leva-lo a óbito (ehuehuehue). O jogo possui dois finais, dos quais não falarei aqui para não estragar a surpresa de quem ainda está jogando ou pretende jogar.

Enfim, demorei 17 dias para zerar o jogo, meu char estava no level 88 e com 48 horas de gameplay. Desde que iniciei, não joguei outra coisa. Conforme disse no início do post, a curva de aprendizado é enorme e requer insistência, porém é muito recompensador você matar aquele boss na sexta tentativa e soltar um “chuuuupa seu bosta” haha. Eu li em algum lugar e concordo inteiramente: Dark Souls é um jogo no qual o jogador evolui junto com o personagem, aprende com cada erro e é recompensado por cada acerto.

Eu ainda não comprei a DLC Abyss of Artorias, onde conta melhor a história do Artorias The Abysswalker, mas com certeza acabarei comprando.

Espero que tenham gostado do meu “desabafo” 😛

Agora fiquem com a trilha sonora épica que toca na batalha contra o Gwyn:

PRAISE THE SUN  \[T]/

4 Comments

  • Reply Mari Navarro 4 de junho de 2017 at 20:24

    E eu sou a prova viva de que você viveu mesmo todos esses momentos de amor e ódio! rs
    Ri um monte enquanto lia o post porque te reconheci em cada palavra, principalmente enquanto tu xinga os bosses e também porque, apesar de não jogar, várias vezes eu estava ali do lado sentindo a tua dor! hahaha

    • Reply Eduardo Jorge 5 de junho de 2017 at 12:27

      Haha tu acompanhou bem do meu lado esse caminho todo…
      Já estou começando o segundo game, então já vai se preparado 😛

  • Reply Clayci 5 de junho de 2017 at 10:42

    Oi Edu!
    Pensei que a frustração só rolasse por esse lado daqui, já que todos meus amigos elogiam o jogo e fez com que me sentisse uma noob. Mas tive que rir (para não chorar) com o seu desabafo rs impossível não se identificar.
    Beijos

    • Reply Eduardo Jorge 5 de junho de 2017 at 12:25

      Oii Clayci!
      Então, esse jogo te faz passar por alguns estágios: Raiva, ódio, frustração, decepção, aceitação, aprendizado e sucesso hahaha.
      Mas vale muito a pena, tanto que já estou no segundo run do jogo.
      Fico feliz que tenha gostado 😛

      Beijos!

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